Como está a qualidade dos seus dados? O verdadeiro impacto da IA e da inteligência de negócios
20 de outubro de 2026
Por Aderlian Strapazzon Lange, Coordenador de BI e Especialista em Business Intelligence
Não é novidade que, na atual era da tecnologia, os dados se consolidaram como o novo petróleo da humanidade. Quando olhamos para as maiores empresas do mundo, predominantemente do setor de tecnologia, vemos operações que geram petabytes de dados todos os meses. Nesse vasto universo de informações, logs estruturados, cálculos matemáticos complexos e multidões de pessoas usando aplicativos diariamente, é comum que surja um sentimento de distanciamento. Muitos empresários brasileiros acreditam que organizar e gerir os dados do negócio não é uma prioridade, sob a justificativa de que nosso mercado tem predominância na geração de bens e serviços tradicionais, e não na criação de aplicativos para competir com o Vale do Silício.
Mas é aí que nos iludimos. Nossos negócios, independentemente do setor, possuem um volume significativo de dados que exige extrema atenção. O mercado está cada vez mais pressionado pela alta nos custos. Fatores globais, como guerras que impactam o preço do barril de petróleo, tornam o aumento de despesas inevitável, especialmente porque toda a nossa logística e cadeia de suprimentos dependem diretamente de transportes movidos a combustíveis.
Nesse cenário de margens apertadas, a eficiência deixou de ser um diferencial e tornou-se uma questão de sobrevivência. Dados da consultoria PwC (2024) reforçam esse ponto: 55% dos CEOs no Brasil afirmam que a adoção acelerada de Inteligência Artificial será crucial para aumentar a lucratividade, buscando justamente combater essas pressões operacionais.
Diante disso, a dúvida que mais recebo é: como posso usar meus dados para gerar informações e insights acionáveis?
Essa é uma questão extremamente comum entre os empresários. A tecnologia evolui em ritmo acelerado e, atualmente, vivemos a adesão em massa à Inteligência Artificial (IA). Contudo, não basta apenas extrair um relatório simples do sistema e entregá-lo para um modelo processar. As IAs operam com máxima eficiência quando possuem contextos muito bem definidos. Para que entreguem valor real, precisamos ensinar aos modelos o maior número possível de informações estratégicas. É necessário fornecer:
- O seu ramo exato de atividade.
- O perfil detalhado do seu público-alvo.
- O histórico estruturado da sua empresa.
- Os dados brutos tratados e prontos para serem analisados.
É um equívoco comum achar que a Inteligência Artificial se resume ao uso cotidiano do ChatGPT ou do Gemini. A verdade é que a IA é uma área de estudo incrivelmente vasta. O ecossistema tecnológico abrange várias abordagens avançadas:
- Deep Learning (Aprendizado Profundo).
- Modelos de predições de mercado.
- Machine Learning (Aprendizado de Máquina).
- Visão computacional.
Cada uma dessas vertentes possui seus próprios pontos fortes e aplicabilidades específicas para diferentes problemas de negócio. No entanto, a adoção efetiva ainda é um desafio. Um estudo recente (2024) sobre o panorama de IA da TOTVS revelou que 71% das empresas brasileiras afirmam ainda estar no estágio inicial de adoção da tecnologia, esbarrando na falta de conhecimento técnico e de direcionamento.
Isso nos leva a uma constatação clara: nos tempos atuais, não podemos achar que existirá apenas uma ferramenta que servirá como a “bala de prata” da organização. O mercado brasileiro e as empresas que o compõem são sistemas altamente complexos. Não existe uma “receita de bolo” ou um passo a passo mágico pré-estruturado que funcione para todos.
É exatamente aí que reside a importância vital de contar com parceiros estratégicos que possuam know-how e credibilidade no mercado. Navegar nesse mar agitado de inovações requer apoio especializado para ajudar a conduzir os negócios de forma segura. O foco do empresário deve estar em sua própria operação e expansão. Portanto, buscar provedores e especialistas que desmistifiquem essas tecnologias e consigam gerar insights reais para aplicação prática é fundamental. Não devemos desviar o foco do nosso core business; precisamos de parceiros que nos entreguem assertividade na tomada de decisão.
