Pagamento antecipado de tributos pode prejudicar caixa de médias empresas em recuperação judicial

O split payment tributos se tornou um dos principais desafios da reforma tributária para médias empresas em recuperação judicial. O modelo transfere automaticamente os impostos ao Fisco no momento da liquidação da venda. Com isso, a empresa perde controle direto sobre parte relevante do caixa.
Atualmente, companhias em reestruturação operam com margens reduzidas e capital de giro limitado. Nesse contexto, a nova sistemática tende a aumentar a pressão financeira. Segundo dados da Serasa Experian, 2025 já registra recorde de pedidos de recuperação judicial, o que amplia a preocupação do mercado.
Além disso, o split payment elimina o chamado “float financeiro” dos tributos. Muitas empresas utilizavam esse intervalo entre venda e pagamento para sustentar estoques e despesas operacionais. Agora, esse recurso deixa de existir.
Por esse motivo, companhias em recuperação precisarão revisar o fluxo de caixa e, em alguns casos, ajustar o próprio plano de reestruturação. Caso contrário, o risco de descasamento financeiro aumenta.
Por outro lado, no longo prazo, a unificação de tributos em CBS e IBS pode reduzir distorções históricas. Menos complexidade tende a favorecer a competitividade. Ainda assim, a transição exigirá disciplina, planejamento e controle rigoroso.
Em resumo, o split payment tributos não inviabiliza a recuperação judicial. No entanto, sem preparação técnica e gestão ativa do caixa, ele pode se tornar um obstáculo relevante.
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