Fundo de investimento reorganiza capitalização e transparência

Gráfico representando estrutura de FIDC próprio em recuperação judicial

Fonte: Diário Indústria & Comércio.

Por Silvia Wilbert, sócia da Safegold: “o FIDC próprio pode atuar como um verdadeiro “cartão de visitas” para o mercado, demonstrando organização e compromisso com credores.

O número de empresas em recuperação judicial no Brasil segue em níveis historicamente elevados. Segundo dados do Serasa Experian, mais de 1.700 companhias solicitaram o processo em 2024. Por isso, gestores e credores buscam instrumentos eficazes de reestruturação.

Nesse contexto, uma inovação começa a ganhar tração: a estruturação de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) próprio pela empresa devedora. Dessa forma, esse modelo representa uma mudança de paradigma na reorganização de ativos durante o processo judicial.

O que é o FIDC próprio

Tradicionalmente, os FIDCs são utilizados por bancos e gestoras para securitizar carteiras de recebíveis. No entanto, a novidade está em permitir que a própria empresa em recuperação judicial estruture seu fundo. Assim, ela pode optar pela modalidade monocentrada, lastreada em um único originador, ou pela monosacada, focada em recebíveis de um único sacado estratégico.

Como o modelo organiza os recebíveis

Esse veículo financeiro, regulado pela CVM, organiza os direitos creditórios em uma estrutura transparente e auditável. Além disso, a empresa passa a oferecer ao mercado uma visão clara de seus ativos. Dessa maneira, torna-se mais simples restabelecer a confiança de credores e investidores.

Impacto estratégico para credores e investidores

A adoção do FIDC próprio amplia a previsibilidade para credores e cria um canal direto de comunicação financeira. Além disso, ao concentrar os direitos creditórios em um veículo regulado, a companhia facilita a renegociação com bancos. Da mesma forma, aumenta a atratividade para novos investidores.

“O FIDC próprio pode atuar como um verdadeiro cartão de visitas para o mercado, demonstrando organização e compromisso com credores”, afirma Silvia Wilbert, sócia da Safegold.

Transparência como ativo estratégico

Por outro lado, empresas que não estruturam seus recebíveis enfrentam resistência crescente do mercado. Consequentemente, a falta de clareza sobre fluxos de caixa prolonga a recuperação judicial e dificulta acordos.

Portanto, o FIDC próprio não é apenas um instrumento financeiro. É, sobretudo, um posicionamento que sinaliza governança, controle e capacidade real de recuperação empresarial.

Entenda como a Safegold atua por meio de Consultoria em Reestruturação Empresarial e Assessoria em Recuperação Judicial.

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